sábado, 20 de novembro de 2010

Biobibliografia de Almeida Garrett


1.       João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, visconde de Almeida Garrett, nasceu no Porto em 1799 e faleceu em Lisboa em 1854.
2.       Filho de António Bernardo da Silva Garrett e Ana Augusta de Almeida Leitão.
3.       Passou parte da infância em Portugal continental, mas teve de seguir para os Açores (Angra do Heroísmo) quando as tropas francesas invadiram Portugal.
4.       Nos Açores, a educação do autor foi confiada ao seu tio: Dom Alexandre, bispo de Angra.
5.       Em 1818 muda-se para o continente, matriculando-se na Universidade de Coimbra, onde estudou Direito.
6.       Em 1821 publica a sua primeira obra: um poema intitulado por O Retrato de Vénus em que celebrava a Pintura. O texto foi considerado ultrajante pela Censura da época e o autor foi obrigado a comparecer no tribunal, acabando por se absolvido mais tarde.
7.       Nesse mesmo ano é representada a sua primeira tragédia intitulada por “Catão”.
8.       Apaixona-se, nessa altura por Luísa Midosi, uma jovem com 14 anos de idade. O casamento celebrou-se onze meses depois, já Garrett tinha concluído a licenciatura em Direito.
9.       Dadas as suas ideias liberais conheceu o exílio em 1823, após a Vilafrancada, que marcou o triunfo das ideias absolutistas de D. Miguel. Garrett, acompanhado pela mulher, procurou abrigo na Inglaterra descobrindo nesse período, o movimento romântico.
10.   Em 1824 devido á dureza do exílio, Garrett muda-se para França, onde escreveu Camões (1825) e Dona Branca (1826), poemas geralmente considerados como as primeiras obras da literatura romântica em Portugal.
11.   Regressa do exílio em 1826 e volta a deixar o país em 1828 porque o absolutista D. Miguel reassume o poder.
12.   Garrett volta a Inglaterra e a França, donde parte para a Terceira, integrado no exército liberal. Apesar disso, publica "Adozinda" (1828) e "Catão" no mesmo ano.
13.   Juntamente com Alexandre Herculano e Joaquim António de Aguiar, tomou parte no Desembarque do Mindelo em 1832.
14.   Garrett regressa a Lisboa, devido ao triunfo das ideias liberais, acabando mais tarde por separar-se de Luísa Midosi por ela o ter traído.
15.   Em 1837 volta a apaixonar-se, passando a viver com Adelaide Pastor, que falece em 1841, deixando-lhe uma filha.
16.   Em 1841 o cabralismo triunfa na política, Garrett remete-se à oposição contra a ditadura de Costa Cabral, que o demitiu do cargo de inspector-geral dos teatros.
17.   Em 1844 publica "Frei Luís de Sousa"
18.   O triunfo do movimento político da Regeneração (1851) traz Garrett à política activa. Funda um novo jornal, a que chamou A Regeneração. Em 1852 foi nomeado visconde, par do reino e ministro dos Negócios Estrangeiros.
19.   Em 1853 sai do governo regenerador e dedica-se á escrita, iniciando um novo romance “Helena” que não chega a concluir porque entretanto falece.
Curiosidade: Foi Garrett que promoveu a fundação do Teatro Nacional (D. Maria II), foi nomeado «inspector-geral dos teatros» e que fundou um Conservatório Nacional.

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